A maioria das duplas de responsabilidade apaga-se em silêncio, e quase sempre falha num ponto que podia ter sido resolvido em cinco minutos no início: com que frequência, sobre o quê, e o que acontece quando alguém falha uma semana.
Um acordo escrito não tem que ver com formalidade. Tem que ver com tomar as decisões incómodas uma vez, de bom humor, em vez de a meio da primeira semana má.
Este cabe numa página. Preencham-no juntos, guardem cada um uma cópia, revejam-no daqui a seis semanas.
Acordo de responsabilidade
Entre __________ e __________, a partir de __ / __ / __.
1. Em que cada um está a trabalhar A: __________________________ B: __________________________
2. Quando fazemos o ponto Dia: __________ Hora: __________ Canal: __________ Duração: ____ minutos. Se se alongar com regularidade, encurtamos a agenda, não a frequência.
3. As três perguntas a que respondemos, sempre
- A que me comprometi na semana passada?
- O que aconteceu de facto?
- A que me comprometo para a próxima semana?
4. Aquilo a que nos comprometemos A ações que controlamos, não a resultados que esperamos. Cada compromisso é concreto o suficiente para que, no dia do ponto, a resposta seja sim ou não, e não «mais ou menos».
5. O que fazemos com uma semana falhada Um compromisso falhado é relatado, não explicado. A única resposta da outra pessoa é a pergunta 3. Depois de duas semanas falhadas seguidas não acrescentamos motivação: encolhemos o compromisso até ser pequeno o suficiente para ser verdadeiro.
6. O que isto não é Não é terapia, não é coaching, não é conselho a não ser que seja pedido. Se um de nós quiser falar de como correu a semana, isso acontece depois dos quatro minutos estruturados.
7. Revisão Em __ / __ / __ (seis semanas após o início), cada um responde a uma pergunta: isto ainda compensa o tempo? Um não honesto é um sucesso, não um falhanço.
8. Saída Qualquer um de nós pode terminar isto a qualquer momento, numa mensagem, sem ter de justificar, e não muda mais nada entre nós.
Assinaturas: __________ __________
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Os ficheiros para descarregar estão em inglês; o texto acima está traduzido.
Secção 1 — «em que cada um está a trabalhar». Escreva o projeto, não a identidade. «Terminar o capítulo de métodos da tese» funciona. «Ser mais disciplinado» não dá ao seu parceiro nada sobre que perguntar na quarta-feira.
Secção 2 — o canal. Os pontos escritos sobrevivem a férias, doenças e fusos horários; as chamadas não. Escolham o escrito por omissão e tratem a chamada como um extra, não como a base.
Secção 4 — ações, não resultados. A causa mais comum de uma dupla morta é um compromisso sobre o qual não se consegue relatar. «Avançar no livro» produz uma resposta vaga, uma resposta vaga produz uma pausa incómoda, e duas pausas incómodas acabam com uma dupla. «Escrever 500 palavras na terça e na quinta» produz um sim ou um não.
Secção 5 — a semana falhada. É esta a cláusula que mantém as duplas vivas, por isso não a suavizem. Quando alguém falha, a função da outra pessoa não é encorajar, diagnosticar ou tranquilizar. É perguntar qual é o compromisso da próxima semana. Encorajar depois de uma falha parece apoio e ensina em silêncio a ambos que falhar é um assunto de conversa em vez de um dado.
Quase ninguém termina uma dupla de responsabilidade de propósito. Falha uma semana, sente-se incomodado, falha outra e deixa aquilo dissolver-se — o que deixa os dois ligeiramente envergonhados e pouco dispostos a tentar outra vez com quem quer que seja.
A secção 8 torna a saída um gesto normal e autorizado de antemão. Paradoxalmente, as duplas com cláusula de saída explícita duram mais, porque ninguém fica por culpa.